Argamassa

Aquarelas de néons, contrastes e luzes cadentes crescem nesta cidade de veias dilatadas.

Há corações inseguros, artérias vazias, peles claras e escuras e homens sem cor. Há matizes distintos de vida.  Gente que ri e chora , que chora e ri, ou que nada sente. Gente que carrega seu fardo sem olhar para o lado. Gente que joga confetes e que mente com prazer. Gente que  apenas julga e condena. Também há gente que é engabelada, e urdi ilusões e tem urgências concretas: casa, comida, conversas.

Há outros com inquietações metafísicas de ser ou não ser. Estes, também padecem.

Nesta fronteira difusa constrói-se, a cada dia, uma arquitetura oculta. Andaimes de sonhos. Vigas de ossos, pedras e sangue. Cartografia caótica de tijolos e homens. Há tanta gente que vive em desassossego entre paredes e esperanças sem saber o que fazer.

 

 

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