Um poema

O que explica um poema? O percurso da História? A biografia e os sentimentos de quem o escreveu? A sensibilidade de quem lê os versos? Cada poema é único e irredutível, traz em seu bojo uma singularidade. Não é apenas uma forma literária, mas o encontro da linguagem com a “poética” da vida. Um poema não se explica e tampouco se justifica. Ele acontece como espanto. É puro acontecimento. Um poema tem inúmeras possibilidades. Pode ser imitação, simulacro, farsa e algo mais. Algo sem nome e que nunca se engessa em regras ou fórmulas. Se o poeta mente ou finge, pouco importa. Se o leitor decifra e usufrui dos sentidos, pouco importa. Se o poeta e o leitor se entendem ou não, também não tem importância. O poema está exposto e escancarado no mundo. Um poema se basta em sua existência. Um poema é um jogo de fé e todo o resto é especulação. È uma aposta sem garantia.

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