Amores Vagos na Flip

Em  matéria publicada pelo O Globo, em 6 de agosto,  a repórter  Lívia Brandão escreveu sobre o projeto Estilingues,  que brindou os visitantes da FLIP com o livro “Amores Vagos”.

“Há 25 anos, enquanto o Brasil se desvencilhava das amarras da ditadura militar, o caminho de sete escritores de 20 e poucos anos se cruzou numa oficina literária. Unidos num grupo, atravessaram duas décadas e meia motivados pelo interesse comum pelas letras. Agora, resolveram celebrar suas bodas de prata com um projeto ousado e generoso, que prima, acima de tudo, pela liberdade de que os cidadãos comuns não desfrutavam na época em que se conheceram. Com a coletânea de contos “Amores vagos”, Alexandre Brandão, Cristina Zarur, Marilena Moraes, Miriam Mambrini, Nilma Lacerda, Sônia Peçanha e Vânia Osório resolveram adaptar para sua realidade a prática do bookcrossing, que consiste em partilhar livros em lugares públicos, muito comum na Europa, e escolheram a 8ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty para sediar o início das comemorações por sua duradoura amizade.

Edições têm espaço para leitor anotar

Para isso, distribuíram gratuitamente 500 exemplares do livrinho de bolso pelos quartos das pousadas mais populares da cidade. Através de uma apresentação assinada a 14 mãos, eles estimulam aqueles que encontrarem um exemplar sobre a cama a lê-lo a passá-lo adiante da maneira mais conveniente. Cada edição possui um espaço para o registro de quem pegou o livro, quando e onde leu — como aquelas fichas que controlam o tráfego das boas e velhas bibliotecas.

— Há seis ou sete anos viajei para a Alemanha e a Itália e, por coincidência, encontrei exemplares de livros de autores locais deixados no meu quarto de hotel. Desde então, essa ideia ficou na minha cabeça e resolvi levá-la ao grupo como uma forma de divulgar nosso trabalho — explica Miriam, autora de romances, contos e novelas e ganhadora do prêmio Stanislaw Ponte Preta.

Custeado pelos próprios autores e lançado sob o selo independente batizado de “Estilingues”, “Amores vagos” tem, como o título sugere, o sentimento maior como tema central. Depois da Flip, a ideia é distribuir os 2 mil exemplares restantes por feiras e eventos literários Brasil afora e outros locais aparentemente pouco amigáveis para leituras mais profundas, como salas de espera de consultórios médicos.

— Quisemos dar o livro para apresentar nosso trabalho àqueles que já possuem o hábito da leitura e temos a esperança de atingir não-leitores. Por isso “Amores vagos” é gratuito — conta Cristina, uma das mães do projeto, endossado por escritores como Luiz Ruffato (que participa de mesa na Casa da Cultura às 12h de domingo), responsável pelo texto da orelha. Caso a mira dos “estilingues que atiram livros” seja certeira, a intenção é levar o selo à frente.

— Pretendemos, no próximo ano, lançar um novo volume de contos, também unidos por um tema, e distribuir da mesma maneira. ■”

Veja o pdf da matéria .

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